Baby
Dachshund
17 de Jul, 2003
24 de Dez, 2014
Era uma quinta feira fria e chuvosa, 17 de julho de 2003, quando você nasceu de uma linda ninhada de seis filhotes, três fêmeas e três machos, orgulho de sua mãezinha Preta.Você cresceu e ficou cada dia mais lindo, mas como era meu bebê ficou sendo chamado de Baby, aliás Baby lindo!!!! O mais lindo e feliz cãozinho da casa, sempre abanando o rabo que mais parecia estar ligado ao teu corpo por uma molinha, pois nunca parava de sacudir. O mais lindo e sociável cãozinho da casa, pois não importava quem chegasse, você corria para a caixa de brinquedos e pegava o que estava mais a mão e voltava correndo para convidar para brincar. Você era feliz, muito feliz..... Os anos foram passando, mas teu jeitinho brincalhão e alegre nunca te abandonou. Mas no último ano algo mudou.... aquele cãozinho ativo e feliz foi dando lugar a um mais quieto e dorminhoco.... a idade talvez.... mas teu jeitinho abatido não deixava dúvidas... havia algo errado, mas o quê? Visitas ao veterinário, exames... nada indicavam, mas teus mal estares eram um aviso.... até que teu frágil corpinho se entregou a uma doença que foi difícil de diagnosticar.... Teus períodos de internação foram um martírio para mim... a distância... a saudade.... mas você estava em boas mãos. Mesmo neste período difícil você nunca deixou de abanar o rabinho, de demostrar carinho e afeto com aqueles seres estanhos que estavam cuidado de você. Finalmente a melhora.... a volta pra casa... o colinho gostoso... o “papapa” saboroso, a companhia dos outros membros de nossa matilha... a Frida, a Preta (tua mãe biológica), o Preto e a Mel (nossos vira-latas amados). Uma quarta feira fria e chuvosa, em pleno verão...., 24 de dezembro de 2014.... Você ainda estava dormindo quando me inclinei e susurrei no teu ouvido “vamos levantar e fazer o papapa”, teu rabinho abanando ao ouvir falar em comida era um bom sinal... ledo engano... ao descer do quarto para a sala e coloca-lo no chão o destino nos pregou uma peça... aquele lindo cãozinho que, até no dia anterior estava se movimentado e começando a latir de novo, mostrando que estava se recuperando bem, sucumbiu ao peso do próprio corpo e caiu... teus olhos vidrados não deixavam dúvidas... era a despedida. Fiquei sem chão.... o céu sempre azul, está cinza.... o sol que sempre brilhou deu lugar à chuva.... e eu fiquei sem você.... sem teu “cheiro carinhoso” na minha orelha (era como você demonstrava teu carinho por mim, tocando minha orelha sempre que ela ficava ao teu alcance).... sem teu latido alegre ao sair para passear.... sem teu jeitinho dengoso de trazer um osso na boca para avisar que era hora de comer..... sem tua companhia deitado e cochilando perto de mim enquanto trabalhava...sem teu pedido de colinho sempre que eu sentava para qualquer coisa, e como você gostava de um colinho... sem teu sorriso alegre sempre que eu falava com você... e sem teus “roncos” para dormir.... fiquei sem chão.... restou apenas a saudade.... Hoje acordei com um grande vazio no peito, na alma, no coração... o que me conforta é saber o teu sofrimento acabou.... Que você cruzou a ponte do arco íris e corre feliz nos campos eternos do amor.... E que um dia iremos nos encontrar e seremos novamente felizes juntos. Amo você do fundo de minha alma e sempre irei te amar onde quer que esteja... Meu pensamento estará sempre com você... Um dia iremos nos reencontrar... Para meu eterno bebê, meu Baby lindo... com muito amor, amor para sempre... Mamy